terça-feira, 12 de maio de 2020
Bocal do tanque de combustível
sexta-feira, 20 de abril de 2018
sábado, 16 de dezembro de 2017
Martha
Não sou do tipo que chama atenção pelo porte físico ou coisa parecida. Já passei dos quarenta, meus cabelos me abandonaram há uns 07 ou 08 verões e minha protuberante barriga denota o grande sucesso que tive na arte de comer e beber. Minhas rugas procedem da total falta de credibilidade em protetor solar (esse troço não é coisa de homem sério!) aliada a centenas de noites que fiquei se dormir na expectativa de não ir para casa sozinho.
Bom. Esse sou eu. Ainda bem que para caras como eu (pôrra! Tem um monte desses pôr ai) existem os desmanches. O que é um desmanche?
Bem, na mesma proporção de caras como eu, existem mulheres com características semelhantes. Se não são carecas, tem cabelos mal cuidados, se a barriga não é tão grande quanto a minha, tem lá aquela coisa instalada ali na frente. Ruga então?! Puta que o pariu! Não quero falar disso. Voltando ao assunto, um desmanche é um local onde se tem música, bebida, um globo vagabundo rodando no teto, banheiro mal cuidado, etc. O local tem que ser escuro porque, sinceridade: Com muita luz acho que ninguém "pegaria" ninguém.
A balada que sempre vou (não vou chamar de desmanche as mulheres se ofendem pois a quem diga que esteslocais tem estes nomes porque as "princesas" que freqüentam o local desmancham em um toque) fica perto da minha casa, pois não tenho carro e, se arrumo alguma coisa dá para ir a pé até o meu apartamento.
Coloquei minha roupa de passeio, quinzão no bolso (cinco para entrar e o resto para beber e comer um cachorro quente na hora de ir embora) e fui para a caçada. Dancei forró, pagode, lenta (não sei nem como se chama hoje em dia estas músicas de se dançar juntos eu falo lenta e acabou!) como umas dez mulheres diferentes.
Já passava das quatro da madruga, eu já num prego do cacete, achando que ia Ter de acabar mais uma noite sozinho, deparei-me com uma gata.
Não fui agraciado com beleza mas...papo... bom. Papo eu tenho. E como!!! Aproximei -me. Era um loira com uma calça preta com listas amarelas (estas calças de ir em academia) uma bota que imitava coro de cobra, um salto bem alto, o cano da bota ia até os joelhos o que dificultava um pouco os movimentos da "mocinha". Sua blusa era toda cheia de umas coisas brilhantes (não sei o nome destes troços) bem vermelha. Não sei se é moda, mas, tudo bem, eu não tava procurando ninguém para ser modelo e sim tirar o meu atraso.
Encostei do lado e comecei a jogar meu charme.
Nem precisei conversar muito. Cinco minutos de conversa e já aceitou ir até minha casa. Eu também aceitaria no lugar dela pois, o primeiro ônibus que ia até a direção da sua casa só passaria a partir das sete horas. Fomos caminhando até meu apartamento. Quando passávamos por luzes fortes podia ver com mais clareza seu rosto.
Amigos:
Se você tem menos de dezesseis anos e ou estômago fraco aconselho interromper a leitura a partir deste momento pois daqui para frente a coisa começa a ficar quente.
Tinha mais rugas que meu saco, já não sabia se era loira ou morena. Quero dizer era morena pois o cabelo estava do ombro para baixo loiro e para cima moreno. Segundo ela, a próxima grana que ganhar de diarista vai dar um jeito no cabelo.
Sinceridade: A dona era até gostosa mas feia pra caralho mas, porra! Eu não queria ela para bater foto, além do mais não aguentava mais ficar só na punheta. Precisava comer uma mulher, nem que fosse ela. Abri a porta do meu apartamento e já fui beijando e socando a mão em tudo quanto é lugar, aí, como toda mulher faz, começou - Para com isso! Que é que vocë tá pensando!? - Tudo bem.. Todos nós passamos por isso, até as feias tem direito àquelas frescuras do início.
Dei mais um beijão e já coloquei a mão no bolso e peguei umas balas. Compreensível: Quatro horas da manhã, fumando, bebendo, qualquer um fica com bafão na boca. Como toda mulher que você põe no carro ou leva para seu apartamento (até as feias são assim!!) já começou com aquele papinho - Acho que está na hora de ir embora - Puta que o pariu, a gente tem que passar por isso.
Tudo bem, tô ali de pau duro prontinho e tem que Ter esta fase!!
Bom fiz minha parte: Conversava um pouco, beijava um pouco, passava a mão, pegava a mão dela e colocava em cima da minha calça, sabe como é, todo aquele ritual básico. Passados longos dez minutos desta interminável lenga lenga, a Marta (este não é o nome real ), deixou eu tirar sua blusa.
Quando tirei a blusa encontrei um enorme obstáculo: estas cintas que apertam o corpo para tampar um pouco a gordura. Tirei aquele troço. Meu Deus!!
Acreditem: O cheiro que saiu dali de baixo, se minha tara não fosse do tamanho do Pão de Açúcar, eu teria brochado, mas achei até compreensível afinal, ficar a noite toda dançando com aquele negócio quente enrolado no corpo, não podia dar em outra coisa.
Passados uns cinco minutos meu nariz já havia se acostumado com o cheiro. Pra quem já tinha beijado a boca fedendo a cigarro, um CC não ia matar.
Tirei o corpete (foi assim que ela chamou o negócio) e comecei a chupar os peitos. Tava meio salgado, quero dizer, tava bem salgado, mas, vamos lá, era para comer mesmo! Que mal tinha estar temperado?!?! Fiquei ali chupando aquela coisa flácida por uns cinco minutos até que finalmente a Marta pegou no meu pau.
Tinha, finalmente, quebrado a barreira entre o - acho que vou embora e o acho que vou te dar .
Começamos então a fase final. Ela com a mão no meu pau e eu com a mão na sua xoxota (fica bonitinho este nome!!).
Não deu dois minutos de dedinho e já veio com aquela outra famosa - Eu quero! Eu quero! - como se não quisesse desde o começo mas, tudo bem, respeito. Se não respeita, fica com fama de insensível e...bom, deixa para lá, vamos ao que interessa.
Como todo bom cavalheiro, tirei a mão de lá e coloquei no nariz para "reconhecer o gramado".
Sinceridade: Minha sorte que meu pinto não tem nariz, se tivesse acho que não encararia a parada.
Começamos a nos despir.
Fui abaixar sua calça e me deparei com as botas: Preciso comentar do cheiro que saiu de dentro das botas??? Se tivesse lugar, poderia jurar que ela escondeu um gato morto em cada pé.
Pensei em dar a primeira tomando um banho, talvez melhorasse um pouco as condições. Fomos até o banheiro e, para variar, estava sem água. paciência: Tava louco para dar uma trepada. Meu pau já tava ardendo, as bolas começando a doer....
Comi ali mesmo dentro do banheiro (Sim. Usei camisinha!!!).
Comecei sentado na privada, depois encostei a Marta na parede do banheiro e peguei ela por traz. Pra não gozar muito rápido, fiquei contando quantas bolas de celulite ela tinha na bunda. Quando chegou na vinte e cinco, ela pediu para mudar de posição, eu estava tão empolgado com a minha estatística que nem percebi que ela batia a cabeça na parede com força e acho que já tava machucando.
Fomos para o corredor do apartamento (no banheiro não tem espaço para ficar deitado). Dei umas bombadas ali e fomos terminar na cama.
Dei aquelas gozadas de arder o canal.. A Marta disse que gozou três vezes!!! (quem será que está mentindo eu ou a Marta???) Depois que gozei, tirei a camisinha, dei aquela conferida para ver se estavam todos ali, amarrei a ponta e joguei no lixo.
Entrei então naquela parte conhecida pelos homens como o cúmulo da eternidade (Cúmulo da Eternidade: Os minutos entre depois que você goza e a hora em que você leva a mulher embora).
Sinceridade: Com pinto mole não há a menor possibilidade de encarar a Marta!!!
Já nos preparativos finais para ir embora disse que estava com fome.
Meus quinzão já tinham ido para o espaço (As balas não foram de graça!!). Perguntou se não podia pedir uma pizza ou comer um cachorro quente.
Para não ficar feio para minha cara, ofereci-lhe para fazer algo para comermos. - Nossa que romântico!!!- Pronto!
Só faltava a baranga achar que gostei dela!!!
Fucei os armários e achei um Miojo. Na geladeira tinha uma destas latas de molho pronto de tomate que fazia uma semana que estava lá.
Fiz a gororoba. Tinha uns dois ou três tomates que só parti em quatro e coloquei junto para tirar aquele ar de anemia do prato.
Sentamos e comemos. Comi pouco, a Marta acho que fazia uma semana que não comia.
Não deveria Ter colocado aquele molho. A Marta comeu um monte e começou a passar mal. Ficou com dor de barriga. Fiquei com um pouco de dó dela.
Dar uma cagão na casa de alguém que você acaba de conhecer, não é o "sonho" de nenhuma mulher.
Lá foi a Marta . Quase seis horas da manhã, nenhum barulho na rua, a porta do banheiro não fecha direito.
Sinceridade: Nunca uma mulher tinha ido ao banheiro perto de mim (para cagar!) e logo na estréia tive direito a show de efeitos sonoros.
Aquele barulho de quando você acelera uma motoca velha, denunciava e forma "lïquida" que a coisa tava vindo.
Minha TV queimada, o rádio meu irmão havia pego emprestado. Tive que ouvir a sinfonia do começo ao fim.
Ouvi quando ela tentou puxar a descarga (estava sem água, lembra???), quando tentou abrir a torneira para lavar a mão, ambos sem sucesso.
Veio então nossa heroína daquela batalha que achei não Ter mais fim. Foram quinze minutos de barulhos de motoca e de água escorrendo.
Ela saiu do banheiro deixando lá toda a sua obra, deu uma cheirada na mão, esfregou-as e me abraçou.
Eu sabia que o cheiro que eu estava sentindo era do banheiro mas, eu tinha a sensação de que vinha da sua boca.
Dei-lhe minhas últimas balas. Aquelas mãos passando em meu rosto como quem quer fazer um carinho, não sei quanto tempo poderia aguentar.
Pegou no meu pau de novo, viu que estava mole e disse: - Vou levantar o bebê de novo. (bebê???) Abaixou minha calça e começou a me chupar.
Sinceridade: Uma boquete é sempre uma boquete.
O danado mesmo com todo aquele cheiro de enxofre no ar (ele não tem nariz, lembra???) ficou em pé de novo.
A moça então resolveu escancarar:
Começou a fazer um streap (nem sei escrever isso!!).
Preferia a boquete mas, tudo bem, vamos respeitar o ritual, para não parecer insensível.
A sala estava meio escura e ela, achando que estava realmente me agradando com aquelas incontáveis bolas de celulite (tinha parado na 25 lembra???), acendeu a luz.
Quando tudo ficou mais claro olhei para aquela bunda e pensei: Puta que pariu, a gorda tem um monte de espinha na bunda para ajudar.
Na verdade para meu espanto ou alívio (já não sabia mais o que pensar) não eram espinhas. Eram algumas sementes do tomate que coloquei na macarronada. A desinteria deve Ter escorrido por toda sua bunda e papel higiênico não limpou tudo que podia e elas ficaram por ali grudadinhas.
Peguei minha cueca, dei uma cuspida, limpei em volta e comi a Marta de novo.
Sete horas da manhã a Marta pegou o ônibus e foi embora.
A água voltou as dez horas.
Não quero mais tocar neste assunto.
sábado, 16 de setembro de 2017
Comunismo x Família
Uma das causas do fracasso do regime comunista na história recente é a contradição entre seus princípios e a estrutura sobre a qual se apoia a humanidade, ou seja, a família.
Senão, vejamos: o comunismo pressupõe o rompimento de toda e qualquer estrutura hierárquica que contenha o escalonamento de tarefas e responsabilidades, tornando o Estado uma ficção e um elemento ilustrativo apenas para servir de antítese à gestão da sociedade por si mesma, através de um grupo de benfeitores desinteressados e altruístas.
Mas se analisarmos estruturalmente e fizermos uma comparação entre a estrutura familiar e a estrutura social, veremos que o modelo é o mesmo. De um lado, pai e mãe administram o lar e orientam, alimentam e conduzem o grupo, filhos e os próprios pais. De outro, o Estado como pai/mãe, controlando e mantendo seus filhos/cidadãos.
Os modelos sociais sempre foram paternalistas/matriarcais, mas sempre seguiram o modelo familiar.
A falha da teoria de Marx está justamente no ponto em que tenta, através de milhares de maneiras, corromper a família como unidade nuclear de todo arranjo social. Quer seja atacando os valores religiosos, morais, educacionais, cívicos, etc. E muitas dessas tentativas são antíteses em si, pois defendem a liberdade do ser humano ser o que bem lhe aprouver, tentando distanciá-lo da família, mas ao mesmo tempo impondo e negação ao individualismo, princípio básico do socialismo. Quer seja estimulando o ser humano a se rebelar contra a "opressão e exploração da família".
Coisas como gayzismo, ateísmo, liberdade de expressão acima de tudo, supervalorização das minorias sociais, ideologia de gênero, erotização infantil, pedofilia, zoofilia, são estratégias contraditórias com o objetivo de atacar e destruir a família.
Apenas esquecem os arrogantes comunistas que a estrutura familiar está dissociada de qualquer sistema social, pois ela tem uma base inatingível, que é a necessidade inata do ser humano de pertencer a um grupo que o proteja e que dê sentido à sua vida, afetiva e historicamente.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Tucandeira x Tocandira
Vocês que assistem aos documentários dos canais por assinatura, já devem ter ouvido falar da terrível dor provocada pela picada da formiga tucandeira.
Para quem não sabe, é considerada uma das picadas de formiga mais doloridas que se conhece.
Existe um ritual de passagem dos índios sateré-mawé, onde o jovem insere a mão numa luva de palha cheia de tucandeiras e deve ser picado centenas de vezes para provar que já é homem.
Pois bem, este ritual, pela sua peculiaridade e sofrimento físico envolvidos, seguidamente é pauta para documentários estrangeiros, onde os apresentadores e narradores, não familiarizados com a língua portuguesa, pronunciam sofrivelmente a palavra "tucandeira", como "tocandira".
Tudo bem, gringo não sabe falar mesmo, mas o pior é que brasileiros, apresentadores e narradores de programas nacionais, começaram a referir-se à feroz formiga da mesma forma dos estrangeiros. Aí virou palhaçada. Todo mundo passou a conhecer a formiga como tocandira.
Hoje, olhando o catálogo de uma loja online de cutelaria, lá estava um modelo produzido por cuteleiro famoso, batizada como Tocandira. Aí não aguentei e resolvi escrever esse desabafo.
Anauê!
domingo, 1 de janeiro de 2017
O conhecimento que falta no GPS
O navegador veicular, popularmente conhecido como GPS, ou Global Positioning System (sistema de posicionamento global) é um dos avanços científicos que mais se popularizaram nos últimos anos.
Aliado à integração com o telefone celular, se tornou uma das tecnologias mais acessíveis que se tem notícia. Praticamente aposentou os mapas de viagem impressos, ou os desenhos que fazíamos a mão quando queríamos indicar a uma pessoa como chegar a um determinado local.
O sistema funciona usando um processador dedicado montado na placa eletrônica do navegador ou do telefone móvel, que se conecta à uma rede de satélites geoestacionários, que, por sua vez, determina a posição do dispositivo na superfície do planeta. Em seguida, esta posição é combinada através de algoritmos com mapas gravados na memória do dispositivo ou de um serviço de navegação online, indicando ao motorista qual caminho seguir.
O sistema ainda pode levar em conta dados como caminho mais curto, mais rápido, por rodovias pavimentadas ou não, com pedágio ou não, com mais ou menos tráfego, entre outros, à escolha do usuário.
Oferece informações acessórias como localização de restaurantes, postos de abastecimento, hotéis, estabelecimentos comerciais, serviços de saúde, segurança, etc. Grava localizações, rotas percorridas, calcula consumo de combustível e muitas outras funções.
Lindo, não!
Pois é. Seria realmente uma maravilha, se levasse também em consideração outros aspectos menos tecnológicos e mais sociológicos, que, em países como o Brasil, influenciam sobremaneira a experiência de navegação por GPS, podendo torná-la mesmo trágica.
Tem sido noticiados ultimamente casos tristes de situações onde os usuários incautos foram direcionados a regiões conflagradas das cidades, eminentemente dominadas por criminosos que não hesitam em atacar veículos estranhos, tomando-os por inimigos ou mesmo policiais, não raro resultando na morte de inocentes.
Na maioria das vezes são turistas, mas há casos de moradores de outras áreas da cidade que foram levados à morte pela tecnologia do GPS. Isso, a tecnologia os ceifou a vida, pois, antes dela, a realidade da violência já existia.
A grande questão é como inserir este fator de risco no algoritmo do GPS sem ser acusado de discriminação social, de racismo ou outras coisas que o valham. Seria muito simples uma pesquisa com base na experiência de outros usuários, que conheçam a região, atribuindo, por exemplo, um código de cores a cada área. Verde, amarelo, vermelho, as cores universais para normal, cuidado e perigo. Só isso poderia ajudar a salvar dezenas de vidas de inocentes que morrem na mão de criminosos.
Mas, conhecendo a natureza pérfida da mídia como conhecemos, logo este sistema seria criticado e taxado de discriminatório, segregacionista, racista, etc. Sempre na defesa de uma sociedade livre de preconceitos, mesmo que a custa da vida de inocentes.
Claro que a questão da segurança pública é obrigação do Estado, mas todos sabemos que estamos falhando nesta missão. Então por que não usar a tecnologia para nos proteger e a nossos entes queridos?
Até quando a demagogia e a hipocrisia vão estar acima da defesa do direito básico à vida? Nossa sociedade está doente, não há cura à vista, mas mesmo assim continuamos achando que tudo compensa em favor da retórica humanista barata.
Convido a todos os usuários deste sistema tecnológico que reflitam a respeito e manifestem suas sugestões aos operadores da tecnologia de GPS, incentivando-os a adotar este sistema de alerta para salvar vidas. Façamos a nossa parte!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
[Dicas Android] Contatos não aparecem
Ultimamente tem ocorrido um problema em meus telefones celulares que rodam o sistema operacional Android. Falo no plural porque o fato vem se repetindo nos últimos três ou quatro aparelhos que usei.
Acontece que quando vou fazer uma ligação, para um número que sei que está nos meus contatos, ele simplesmente não aparece, o sistema informa que o número não existe. Mas eu sei que ele está salvo nos contatos da minha conta Google.
O que me deu certeza disso foi o fato de digitar manualmente o número e ele prontamente ser identificado pela memória do discador.
Imaginei o que poderia causar este problema, se era algo relacionado às contas Google que tenho associadas ao meu telefone, mas como tenho o hábito de salvar os contatos em apenas uma conta e que sincronizo os contatos apenas dessa conta, isso estava meio que eliminado.
Sem ter mais onde procurar, resolvi dar uma olhada no aplicativo WhatsApp e entrei na edição de um destes contatos que não aparecia na lista do discador, mas que estava aparecendo normalmente no WhatsApp. Na aba que mostra os grupos a que pertence aquele contato, estava marcado como iCloud, dos tempos em que eu usava Apple. Clicando nessa aba, apareceram outras opções, entre elas a primeira da lista, My Contacts. Ela estava desmarcada. Marquei e salvei a edição. Pronto, o número passou a aparecer na lista de contatos do discador.
Espero que tenha sido útil.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Ciclistas? Não, obrigado!
Tenho uma bronca pessoal com os ciclistas ideológicos, não com os que usam o veículo em falta de coisa mais confortável para seu transporte ao trabalho, escola ou lazer.
Advogam as vantagens e as maravilhas de usar o veículo de duas rodas de propulsão humana como forma de manter a saúde e ajudar na diminuição da poluição ambiental, bem como melhorar o tráfego nas cidades. Usam-na para seus exercícios, para deslocamentos a lazer ou mesmo, eventualmente, para ir ao trabalho. Geralmente modelos caros, tecnológicos, normalmente inacessíveis aos meros mortais. E as guardam como se fossem joias, fazem até seguro.
Reúnem-se em grupos de pedaladores e ocupam as ruas, desafiando e brandindo suas lanternas, garrafas d'água, apontadores laser, o que tiverem à mão, como forma de triunfo numa cruzada contra os automóveis, esses monstros metálicos, barulhentos e poluidores. Mas que a maioria tem em casa, modelos novos, caros e inacessíveis aos meros mortais. E dos quais não abrem mão nos dias de chuva, para ir ao cinema, restaurantes, festas, baladas. Afinal, quem quer chegar num lugar chique todo suado?
Como disse, nada tenho contra os trabalhadores ou estudantes pobres que fazem da bicicleta seu meio de transporte, para não ter que pagar passagem, chegando rápido ao trabalho ou à escola, por absoluta falta de opção, mesmo com tempo ruim. Esses pedalam sempre com educação, respeitando os motoristas, sabendo do risco a que se expõem na ausência de vias ciclisticas e, por isso mesmo, ocupando humildemente o lugar que lhes compete. Isso é submissão? É humilhante? Não, só se for na cabeça dos ideológicos. É apenas a noção de realidade que só a dificuldade dá.
Porque o ciclista ideológico sabe que pode embarcar no seu automóvel a qualquer momento em que a situação ficar difícil na rua, consolo que não tem o ciclista por necessidade. Aí fica fácil politizar o ato de andar de bicicleta.
Para encerrar e ilustrar o que escrevi até aqui, conto uma pequena passagem cotidiana ocorrida há alguns anos: estava passeando com minha filha de 15 anos, num carro antigo que conservo por saudosismo, quando me deparei com um imenso grupo de ciclistas ideológicos se deslocando pelas ruas da cidade, acompanhado de todo o aparato de segurança da empresa de trânsito. Numa dada rotatória, os ciclistas começaram a passar e os agentes de trânsito, também ciclistas, bloquearam a passagem de autos. Ao invés de alternaram bicicletas e automóveis, obrigaram estes a aguardar por cerca de 20 ou 30 minutos para que cada ciclista cruzasse em segurança a rotatória. Entre os carros havia particulares, táxis, veículos de entregas, motos, etc, que, num dado momento, passaram a exigir o seu direito de locomoção. Ao perceber a irritação dos condutores, ciclistas mal educados passaram a provocá-los com deboches e piadinhas, apontando lasers para o rosto dos motoristas, isso tudo mediante a apatia completas dos fiscais de trânsito em bicicletas. Receita para confusão. Alguns taxistas, preocupados com seu ganha pão, ponderaram aos guardas que permitissem a passagem de alguns automóveis, mas estes se mantiveram inertes e até desdenhosos. Como não houve ação por parte de quem deveria agir, os motoristas tomaram a frente e passaram a avançar sobre o fluxo de bicicletas, numa demonstração de quem pode mais. À mínima brecha na torrente de pedaladores, avançamos e cruzamos a rotatória, para raiva dos ciclistas e descontrole dos agentes.
Minha filha ficou muito assustada, pois o fato estava prestes a degringolar para a violência. Por pouco não ocorreu. Felizmente. Mas, eu garanto, que se qualquer um tentasse ou atentasse contra minha filha, ou contra mim, haveriam de se arrepender da decisão.
Este é o ponto a que chegamos.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Trump, Temer e o Keko
Já faz algum tempo que não venho aqui. Falta de tempo, preguiça, etc. Mas falta de assunto é que não foi. Até tenho uns rabiscou pra publicar, mas os motivos acima não me permitiram.
O que quero tratar é da eleição do Republicano Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, no dia 08/11, derrotando a Democrata Hillary Clinton, franca favorita nos vaticínios da grande mídia, a mesma que vende os Estados Unidos de Miami, Los Angeles e New York como sendo o padrão médio do cidadão americano.
Não vou entrar no mérito sobre as candidaturas. Quero analisar rapidamente é o comportamento do americano médio nessa eleição.
Vivemos num mundo onde os valores morais estão se invertendo a cada ano que passa. Os EUA não são imunes a este sentimento. Seus cidadãos são imperfeitos, suas instituições e valores estão abalados e caminhando para uma derrocada em breve.
Isso se verifica nas guinadas politicas à direita na Europa (brexit, Alemanha, França, etc), América Latina, Japão, entre outros.
As pessoas comuns estão cansadas da liberalidade e do cinismo de quem escolhem para governar. É uma sensação de "fazer graça pro diabo rir". As respostas começam a aparecer e a grande mídia finge que não sabia, alegando surpresa com os resultados da manifestação da vontade desta massa anônima, quieta no seu canto, mas antenada em tudo o que estão armando em sua volta.
Este é o verdadeiro ponto. Oportunistas históricos sabem se aproveitar dessa consciência oculta, alguns para o bem, outros nem tanto. A história já nos deu mostras disso.
Fiquem espertos, arautos da liberalidade e do socialismo, da vagabundagem e dos demais "ismos" que só incitam os descontentes. Eles são quietos, mas não são mudos.
That's all, folks!
sábado, 26 de março de 2016
É presidentA!
26/03/2016, 20:45, estacionamento da usina do gasômetro em Porto Alegre, noite chuvosa de sexta-feira santa, temperatura agradável para um gaúcho que vem sofrendo há meses com o calorão.
Saí de casa para tomar um ar fresco, espairecer a cabeça. Só noticia ruim na tv, na internet. Resolvi rodar um pouco, ouvindo música no carro, mas não muito, porque com a gasolina a quase quatro reais o litro, tem que cuidar.
E também não dá pra ir onde o pensamento gostaria, muita violência, não se pode parar em qualquer lugar.
Na margem iluminada do Guaiba fico olhando pra água até ser engolida pela escuridão. Johnny Cash conta como e porque matou Delia, a quem tanto amava. A cabeça vazia, os sentidos aguçados, afinal é noite e eu já disse que a coisa tá complicada na rua.
Do nada percebo um praticante de cooper (pelo menos era assim que chamávamos as pessoas que corriam), trotando em ritmo lento, a uns 150 metros, vindo da direção da Av. Ipiranga, vestindo agasalho escuro com capuz e calças justas, na minha direção. Fico alerta, levo a mão ao cabo da pistola; vai saber?
Conforme se aproxima, noto que deve ser uma mulher, pelo tamanho e formato do corpo. Alivio a pressão sobre a arma, mas a mantenho à mão.
A meio caminho surge outro corredor, vindo de outra direção, saído das sombras das árvores da Av. Mauá. Mas este não traja roupa de corrida, vem de abrigo e casacão, sem ritmo, afobado, parece um predador desajeitado e tenho a impressão que pretende interceptar a mulher.
Ela percebe e apressa o ritmo, olha pra trás, diminui o passo, parece querer voltar, mas nota o meu carro e volta a correr para mim.
O outro também me vê e imita a colega, aumentando a velocidade, mas suas roupas inadequadas e a falta de jeito o atrapalham, o que o deixa pra trás.
A mulher, agora a uns 50 metros, já removeu da cabeça o capuz e revelou o corte de cabelo curto, parece bem franzina e o pouco que consigo ver de sua fisionomia me parece familiar.
Levo um susto, não pode ser! Tomo novamente a pistola, agora sabendo que terei que usá-la, acendo os faróis e começo a abrir a porta.
O outro corredor diminui, aumenta a distância entre nós e começa a fazer um arco, como que tentando nos flanquear, sem muita convicção.
Desço do carro, olho bem para ela e falo da maneira mais calma possivel: Senhora Presidente, sou policial, acalme-se que vou ajudá-la! O outro, ao me ouvir, interrompe a manobra e desaparece no escuro da praça. Ela pára a 10 metros de mim, ofegante, leva as mãos à cintura e fala, em tom de voz enérgico: É presidenta, seu polícia, presidenta!!
sexta-feira, 4 de março de 2016
O prédio caiu
Pequenos assassinatos
A que ponto chegamos.
Aposto que você já ouviu essa frase em algum lugar que frequenta, ou na conversa com um amigo, um parente, um vizinho. Ou até mesmo na TV, na voz de um ministro do Supremo.
O que nós estamos vivendo aqui neste momento guarda alguma semelhança com a “teoria da janela quebrada” (broken windows theory), que é o resultado de um estudo realizado por dois professores de Harvard - um cientista político e um psicólogo criminologista - mostrando que há relação de causalidade entre desordem e criminalidade.
Em resumo, a tese é a seguinte: se uma janela do apartamento de um prédio quebrar a não for consertada imediatamente, as pessoas são levadas a crer que aquele apartamento está abandonado, já que ninguém se importa com ele, e esse abandono incentiva depredações de outras janelas, mais atos de vandalismo e até invasão do prédio.
Ou seja: quem não se preocupa com pequenos atos de marginalidade acaba sendo cada vez mais tolerante com a criminalidade em todos os seus estágios. Até que ela se instale definitivamente.
A confusão entre pequenos e grandes crimes acaba provocando uma perda de referência por onde se infiltra e se instala esse vírus de amoralidade, essa anomia que destrói os nervos e que corrói a alma do país.
Achar graça numa estrela vermelha que a primeira dama instala no jardim do Palácio da Alvorada é o primeiro vidro da janela quebrada. Desconhecer o que significa a promiscuidade entre público e privado, entre governo e partido, entre governo e Estado, entre Estado e partido, pode parecer uma minúcia, uma ridicularia, mas não é. Pelo menos em países sérios não é.
Quebrado a primeira janela, passa-se a zombar dos pequenos delitos, como se eles não fossem a pura ressonância dos delitos maiores: ah, o pedalinho dos netos do ex-presidente, ah, a canoa baratinha da dona Marisa, ah, o elevador privativo do tríplex do Guarujá.
Quanta implicância desses coxinhas, como se fosse normal alguém receber benesses de empreiteiras que vivem de contratos públicos e como se fosse normal recusar-se a prestar depoimentos solicitados pela Justiça sobre eles.
Perdido o referencial daquilo que separa a bravata ideológica do crime puro e simples, acontece isto: um sindicalista de nome Armando Tripodi, que foi chefe de gabinete do presidente da Petrobras entre 2003 e 2012, nas gestões José Eduardo Dutra e José Sergio Gabrielli, publica no site oficial da Petrobras a confissão de um crime e nada acontece com ele. Talvez tenha até sido elogiado pelo companheiro-chefe.
Num depoimento ao site institucional “Memória Petrobras” ele conta que usou o dinheiro do imposto sindical para fazer campanha para o companheiro Lula, e narra, cheio de orgulho, todos os lances de seu heroico crime. É proibido por lei usar dinheiro do imposto sindical para campanhas políticas, mas quem se lixa?
Se a janela está quebrada, o prédio está abandonado e tudo é permitido.
Da janela quebrada ao pântano moral em que o País mergulhou, a distância é mínima. Princípios morais não têm peso, nem largura, nem altura, nem espessura. Ou existem ou não existem.
A delação premiada de Delcídio do Amaral mostra não apenas que a janela está quebrada. Mostra que o prédio já ruiu em cima do governo, e mesmo que ele sobreviva, está irremediavelmente ferido de morte.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Sempre mais do mesmo
Essa é curtinha, por isso vale a pena ler.
O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ex-aliado do Governo PT, está sendo ligado à operação Lava-Jato da Policia Federal, depois que descobriram dinheiros que ele teria recebido, lá na Suíça.
Nem um pio na Câmara sobre o assunto, ou seja, ele tem os caras na mão. Como? Não interessa, imaginem.
Ao mesmo tempo, passaram a pipocar pedidos de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, que tem início na Câmara e somente andam com a aprovação do seu Presidente, Eduardo Cunha.
Vejo aí uma belíssima possibilidade de negociação, o velho tomaladaca, me ajuda que eu te ajudo, etc.
Mas se a conversa não resultar num acerto e forem para o pau na Câmara, ainda tem o Senado; e lá, quietinho, assistindo a tudo, esperando sua vez de entrar em cena, o Mago Renan Calheiros. Já fazendo as contas do quanto vai ganhar com isso tudo.
É isso.
sábado, 16 de maio de 2015
Tirania da conectividade
Estava escrevendo um artigo sobre um problema que passou a afligir as pessoas desde que começaram a ficar mais facilmente conectadas, quando li, por acaso, um texto muito semelhante no New York Times. Pensei, vou concluir logo o meu, antes que me acusem de plágio!
Pois lá vai!
A partir do momento em que o telefone celular, e a telefonia móvel em geral, passaram a se tornar algo trivial na nossa vida, passamos a usufruir de uma série de comodidades até então desconhecidas, como a facilidade de entrar em contato com um amigo, um parente, um colega de trabalho, etc. Todos passaram a ficar disponíveis a qualquer hora e isso foi uma revolução nas relações sociais, facilitando sobremaneira o cotidiano, tornando a solução dos problemas mais rápida e eficaz, garantindo flexibilidade e segurança às relações profissionais, enfim, poderíamos mencionar inúmeras vantagens.
Mas uma coisa que perdemos, e que não recuperaremos jamais, foi a nossa privacidade, nossa intimidade, nossa individualidade. E não adianta dizer: ah, mas é só não atender as ligações, ou, desligue o celular, coloque no modo off line, bloqueie a pessoa. Isso não convence o tirano da conectividade!
Ao tomar qualquer destas atitudes você será implacavelmente interrogado e a primeira pergunta, invariavelmente, será: "você tem celular pra quê?". E você passará a ser julgado e condenado por ter ousado tentar romper as amarras da conexão, por ter desafiado as regras sagradas da disponibilidade 24 horas, e será considerado indigno de pertencer ao grupo, um misantropo, um ermitão, um bicho do mato.
E isso vem de forma emocionalmente violenta, sem perdão, para que você se sinta mal, o último dos criminosos, apenas por ter desejado alguns momentos de solidão e de paz consigo mesmo.
Sua família, seus amigos, seus colegas de trabalho, seu chefe, pacientes, fornecedores, secretária, telemarketing, cobradores, todos, absolutamente todos serão seus algozes e passarão a marcar e delimitar sua conduta, a definir seu caráter e sua personalidade simplesmente pelo fato de você atender ou não as ligações, responder ou não a um email, um SMS, um WhatsApp, um tweet, uma menção no Facebook, e por aí vai.
E aí, meu amigo, seja bem vindo ao clube!
Alguns até entenderão e respeitarão seu direito à privacidade, seu amor pelo silêncio, seu apego à liberdade de não ser localizado, sem culpa, sem drama de consciência e sem ter que compensar, de alguma forma, mais tarde, este pecado mortal. Mas a imensa maioria não terá pena, nem esta sensibilidade e te jogará na lava fervente da ignomínia e do egoísmo, passando a te tratar como um ogro que vive nas profundezas do pântano mais assombrado.
Você deve estar se vendo neste texto, não é mesmo? E se perguntando, como sair dessa sinuca? Sinceramente, não sei a resposta. Por isso que compartilho estes pensamentos com vocês. Quem tiver uma ideia, deixe nos comentários, por favor.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Histeria coletiva feminista
Tenho lido umas postagens no Twitter de uma usuária que se sente extremamente ofendida e "ameaçada" quando um homem lhe dirige a palavra na rua elogiando seus atributos físicos - que por sinal nem são tão vistosos assim.
Tais postagens desencadeiam uma série de comentários, em sua maioria de outras moças, defensoras da incolumidade feminina e contra a selvageria da atitude masculina, ao proferir expressões como "linda", "gostosa", "ô lá em casa! ", além, é claro, de outras de pior tom.
Qualquer destas manifestações do imaginário masculino é interpretada como desrespeito, afronta e mesmo agressão, chegando as indignadas moçoilas a tipificar a conduta como crime de assédio sexual, dirigindo toda espécie de adjetivações negativas aos varões.
O que vejo, sinceramente, é a externação de um profundo complexo de patinho feio e uma patológica baixa auto-estima.
Claro que excessos são cometidos, mas isso ocorre na vida em geral, na vida em sociedade e é por isso que aprendemos a sobreviver nas selvas urbanas, sem fazer disso um drama existencial, nem chamar a atenção de quem quer que seja para questões de ordem pessoal.
É perfeitamente possível mandar um abusado se catar, ou simplesmente ignorar o elogio e, para casos graves, realmente de assédio, caracterizados pela continuada importunação alheia, quer seja masculina ou feminina, que cause prejuízo ou transtornos às atividades normais da pessoa, existem os caminhos legais, a lei, a polícia, enfim todo um aparato de proteção à liberdade sexual das pessoas garantida pelo Estado.
O que não dá para aguentar é esse mimimi de vestais ofendidas querendo acabar com o sagrado dever da raça humana, que é crescer e multiplicar!
domingo, 29 de março de 2015
Redefinindo conceitos
Depois do ocorrido na última terca-feira, 24/03/2015 com o vôo da Germanwings entre Barcelona e Dusseldorf e a chocante indicação de que tenha o co-piloto Andreas Lubitz intencionalmente provocado a queda do avião, a tradicional investigação de acidentes aéreos tem tomado novos rumos, muito mais na direção da psicologia ou psiquiatria e das politicas de RH das companhias aéreas do que propriamente da busca de causas técnicas.
Este foco, por incrível que pareça, assusta muito mais que uma complexa e inesgotável investigação técnica, que ha de ser feita no caso, mas que não será o centro das atenções. E por mais complexa e demorada que seja, graças ao estado dos destroços, nem de longe atingirá o grau de profundidade que a questão psicológica e suas novas nuances terão.
E a razão para isso é assustadora: por mais desafiante que seja uma questão técnica, ela sempre se extinguirá nas possibilidades tecnológicas, matematicamente, ao passo que aspectos de ordem emocional e psicológico beiram o imponderável e o imprevisível, independendo de sequências de erros humanos ou falhas técnicas.
Isso assusta porque nos últimos tempos nos acostumamos a ver a tecnologia como uma deusa responsável por nosso bem estar e felicidade. O elemento humano há muito vem sendo relegado a um segundo e menos importante plano. Esquecemos que quem maneja aqueles complexos sistemas tecnológicos são pessoas que podem ter suas fragilidades, indetectáveis pelos modernos modelos de gestão empresarial.
Entendemos isso porque em muitas áreas da atividade humana um elemento emocional mal encaixado pode ser facilmente substituído. Mas, em certas áreas, quando isso ocorre, as consequências podem ser desastrosas.
Talvez seja essa a pior constatação a que estejam todos os envolvidos chegando. Esperemos que, assim como as fabricantes das aeronaves realizam modificações em seus projetos após constatarem que determinado dispositivo contribuiu para a ocorrência dos acidentes, também as questões envolvendo os atores humanos e suas falhas recebam mais atenção nos próximos anos.
terça-feira, 3 de março de 2015
Desapertos da vida
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Tudo ou nada
segunda-feira, 19 de maio de 2014
[Dicas de Informática] Resetar cartuchos da impressora laser colorida Brother HL-3040CN
Uma das minha maiores broncas é com aqueles fabricantes que insistem em dizer quando você precisa recarregar seus cartuchos de impressão e fazem de tudo pra dificultar que você resolva sozinho o problema.
Hoje vou falar da brother 3040cn. É uma impressora laser color muito boa e barata. Os cartuchos originais começaram a terminar após 400 paginas impressas. Aí eu mandei a impressora resetar a contagem. É assim que se faz:
1) Desligue e ligue novamente a impressora.
2) Abra a tampa.
3) Pressione rapidamente e ao mesmo tempo os botões Cancel e Secure Print.
4) Pressione o botão +(ou -) e navegue pela cores que deseja resetar. (eu já aproveitei e resetei todas as cores).
5) Pressione OK (duas vezes, uma para o STR e outra p/ o STD)
6) Pronto. Não é mais necessário remover os cartuchos e a impressora pensa que você instalou cartuchos novos.
Fiz assim e agora funciona perfeitamente. Da última vez, consegui imprimir perfeitamente pelo menos 500 páginas a mais, antes de realmente ter que recarregar. Ainda, quando for comprar pó de toner ou tinta para impressão, procure por bons fornecedores; a diferença de preço é absurda, mas a qualidade também. Compre de quem ofereça um sistema de trocas, pois às vezes o pó ou a tinta não funcionam.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Miojo, molho de tomate, disenteria e muito sexo!
Não sou do tipo que chama atenção pelo porte físico ou coisa parecida. Já passei dos quarenta, meus cabelos me abandonaram há uns 07 ou 08 verões e minha protuberante barriga denota o grande sucesso que tive na arte de comer e beber. Minhas rugas procedem da total falta de credibilidade em protetor solar (esse troço não é coisa de homem sério!) aliada a centenas de noites que fiquei sem dormir na expectativa de não ir para casa sozinho.
Bom. Esse sou eu. Ainda bem que para caras como eu (pôrra! Tem um monte desses pôr ai) existem os desmanches. O que é um desmanche?
Bem, na mesma proporção de caras como eu, existem mulheres com características semelhantes. Se não são carecas, tem cabelos mal cuidados, se a barriga não é tão grande quanto a minha, tem lá aquela coisa instalada ali na frente. Ruga então?! Puta que o pariu! Não quero falar disso. Voltando ao assunto, um desmanche é um local onde se tem música, bebida, um globo vagabundo rodando no teto, banheiro mal cuidado, etc. O local tem que ser escuro porque, sinceridade: Com muita luz acho que ninguém "pegaria" ninguém.
A balada que sempre vou (não vou chamar de desmanche as mulheres se ofendem pois há quem diga que estes locais tem estes nomes porque as "princesas" que freqüentam o local desmancham em um toque) fica perto da minha casa, pois não tenho carro e, se arrumo alguma coisa dá para ir a pé até o meu apartamento.
Coloquei minha roupa de passeio, quinzão no bolso (cinco para entrar e o resto para beber e comer um cachorro quente na hora de ir embora) e fui para a caçada. Dancei forró, pagode, lenta (não sei nem como se chama hoje em dia estas músicas de se dançar juntos, eu falo lenta e acabou!) com umas dez mulheres diferentes.
Já passava das quatro da madruga, eu já num prego do cacete, achando que ia ter de acabar mais uma noite sozinho, deparei-me com uma gata.
Não fui agraciado com beleza mas, papo, bom, papo eu tenho. E como!!! Aproximei-me. Era um loira com uma calça preta com listas amarelas (estas calças de ir em academia), uma bota que imitava couro de cobra, um salto bem alto, o cano da bota ia até os joelhos, o que dificultava um pouco os movimentos da "mocinha". Sua blusa era toda cheia de umas coisas brilhantes (não sei o nome destes troços), bem vermelha. Não sei se é moda, mas, tudo bem, eu não tava procurando ninguém para ser modelo e, sim, tirar o meu atraso.
Encostei do lado e comecei a jogar meu charme.
Nem precisei conversar muito. Cinco minutos de conversa e já aceitou ir até minha casa. Eu também aceitaria no lugar dela, pois o primeiro ônibus que ia até a direção da sua casa só passaria a partir das sete da manhã. Fomos caminhando até meu apartamento. Quando passávamos por luzes fortes podia ver com mais clareza seu rosto.
Amigo, se você tem menos de dezesseis anos e/ou estômago fraco, aconselho interromper a leitura a partir deste momento, pois daqui para frente a coisa começa a ficar quente.
Tinha mais rugas que meu saco, já não sabia se era loira ou morena. Quero dizer, era morena pois o cabelo estava, do ombro para baixo, loiro e, para cima, moreno. Segundo ela, a próxima grana que ganhar de diarista vai dar um jeito no cabelo.
Sinceridade: a dona era até gostosa, mas feia pra caralho, mas, porra, eu não queria ela para bater foto, além do mais, não aguentava mais ficar só na punheta. Precisava comer uma mulher, nem que fosse ela. Abri a porta do meu apartamento e já fui beijando e socando a mão em tudo quanto é lugar. Aí, como toda mulher faz, começou: - Pára com isso! Que é que vocë tá pensando!? - Tudo bem. Todos nós passamos por isso, até as feias tem direito àquelas frescuras do início.
Dei mais um beijão e já coloquei a mão no bolso e peguei umas balas. Compreensível, quatro horas da manhã, fumando, bebendo, qualquer um fica com bafão na boca. Como toda mulher que você põe no carro ou leva para seu apartamento (até as feias são assim!!) já começou com aquele papinho: - Acho que está na hora de ir embora - Puta que o pariu, a gente tem que passar por isso...
Tudo bem, tô ali, de pau duro, prontinho, e tem que ter esta fase!!
Bom, fiz minha parte. Conversava um pouco, beijava um pouco, passava a mão, pegava a mão dela e colocava em cima da minha calça, sabe como é, todo aquele ritual básico. Passados longos dez minutos desta interminável lenga lenga, a Marta (este não é o nome real ), deixou eu tirar sua blusa.
Quando tirei a blusa, encontrei um enorme obstáculo: estas cintas que apertam o corpo para tampar um pouco a gordura. Tirei aquele troço. Meu Deus!!
Acreditem: O cheiro que saiu dali de baixo, se minha tara não fosse do tamanho do Pão de Açúcar, eu teria brochado, mas achei até compreensível afinal, ficar a noite toda dançando com aquele negócio quente enrolado no corpo, não podia dar em outra coisa.
Passados uns cinco minutos meu nariz já havia se acostumado com o cheiro. Pra quem já tinha beijado a boca fedendo a cigarro, um CC não ia matar.
Tirei o corpete (foi assim que ela chamou o negócio) e comecei a chupar os peitos. Tava meio salgado, quero dizer, tava bem salgado, mas, vamos lá, era para comer mesmo! Que mal tinha estar temperado?!?! Fiquei ali chupando aquela coisa flácida por uns cinco minutos até que finalmente a Marta pegou no meu pau.
Tinha, finalmente, quebrado a barreira entre o "acho que vou embora" e o "acho que vou te dar".
Começamos então a fase final. Ela com a mão no meu pau e eu com a mão na sua xoxota (fica bonitinho este nome!!).
Não deu dois minutos de dedinho e já veio com aquela outra famosa: - Eu quero! Eu quero! - como se não quisesse desde o começo mas, tudo bem, respeito. Se não respeita, fica com fama de insensível e...bom, deixa para lá, vamos ao que interessa.
Como todo bom cavalheiro, tirei a mão de lá e coloquei no nariz para "reconhecer o gramado". Sinceridade, minha sorte que meu pinto não tem nariz, se tivesse, acho que não encararia a parada.
Começamos a nos despir.
Fui abaixar sua calça e me deparei com as botas: Preciso comentar do cheiro que saiu de dentro das botas??? Se tivesse lugar, poderia jurar que ela escondeu um gato morto em cada pé.
Pensei em dar a primeira tomando um banho, talvez melhorasse um pouco as condições. Fomos até o banheiro e, para variar, estava sem água... paciência! Tava louco para dar uma trepada. Meu pau já tava ardendo, as bolas começando a doer....
Comi ali mesmo dentro do banheiro (Sim. Usei camisinha!!!).
Comecei sentado na privada, depois encostei a Marta na parede do banheiro e peguei ela por traz. Pra não gozar muito rápido, fiquei contando quantas bolas de celulite ela tinha na bunda. Quando chegou na vinte e cinco, ela pediu para mudar de posição, eu estava tão empolgado com a minha estatística que nem percebi que ela batia a cabeça na parede com força e acho que já tava machucando.
Fomos para o corredor do apartamento (no banheiro não tem espaço para ficar deitado). Dei umas bombadas ali e fomos terminar na cama.
Dei aquelas gozadas de arder o canal.. A Marta disse que gozou três vezes!!! (quem será que está mentindo eu ou a Marta???) Depois que gozei, tirei a camisinha, dei aquela conferida para ver se estavam todos ali, amarrei a ponta e joguei no lixo.
Entrei então naquela parte conhecida pelos homens como o cúmulo da eternidade (Cúmulo da Eternidade: Os minutos entre depois que você goza e a hora em que você leva a mulher embora).
Sinceridade: Com pinto mole não há a menor possibilidade de encarar a Marta!!!
Já nos preparativos finais para ir embora disse que estava com fome.
Meus quinzão já tinham ido para o espaço (As balas não foram de graça!!). Perguntou se não podia pedir uma pizza ou comer um cachorro quente.
Para não ficar feio para minha cara, ofereci-lhe para fazer algo para comermos. - Nossa que romântico!!!- Pronto!
Só faltava a baranga achar que gostei dela!!!
Fucei os armários e achei um Miojo. Na geladeira tinha uma destas latas de molho pronto de tomate que fazia uma semana que estava lá.
Fiz a gororoba. Tinha uns dois ou três tomates que só parti em quatro e coloquei junto para tirar aquele ar de anemia do prato.
Sentamos e comemos. Comi pouco, a Marta acho que fazia uma semana que não comia.
Não deveria ter colocado aquele molho. A Marta comeu um monte e começou a passar mal. Ficou com dor de barriga. Fiquei com um pouco de dó dela.
Dar uma cagão na casa de alguém que você acaba de conhecer, não é o "sonho" de nenhuma mulher.
Lá foi a Marta. Quase seis horas da manhã, nenhum barulho na rua, a porta do banheiro não fecha direito.
Sinceridade: Nunca uma mulher tinha ido ao banheiro perto de mim (para cagar!) e logo na estréia! Tive direito a show de efeitos sonoros. Aquele barulho de quando você acelera uma motoca velha, denunciava a forma "lïquida" que a coisa tava vindo. Minha TV queimada, o rádio meu irmão havia pego emprestado. Tive que ouvir a sinfonia do começo ao fim.
Ouvi quando ela tentou puxar a descarga (estava sem água, lembra???), quando tentou abrir a torneira para lavar a mão, ambos sem sucesso.
Veio então nossa heroína daquela batalha que achei não ter mais fim. Foram quinze minutos de barulhos de motoca e de água escorrendo.
Ela saiu do banheiro deixando lá toda a sua obra, deu uma cheirada na mão, esfregou-as e me abraçou.
Eu sabia que o cheiro que eu estava sentindo era do banheiro mas, eu tinha a sensação de que vinha da sua boca.
Dei-lhe minhas últimas balas. Aquelas mãos passando em meu rosto como quem quer fazer um carinho, não sei quanto tempo poderia aguentar.
Pegou no meu pau de novo, viu que estava mole e disse: - Vou levantar o bebê de novo. (bebê???) Abaixou minha calça e começou a me chupar. Sinceridade: Um boquete é sempre um boquete.
O danado, mesmo com todo aquele cheiro de enxofre no ar (ele não tem nariz, lembra???), ficou em pé de novo.
A moça então resolveu escancarar:
Começou a fazer um streap (nem sei escrever isso!!).
Preferia o boquete mas, tudo bem, vamos respeitar o ritual, para não parecer insensível.
A sala estava meio escura e ela, achando que estava realmente me agradando com aquelas incontáveis bolas de celulite (tinha parado na 25 lembra???), acendeu a luz.
Quando tudo ficou mais claro olhei para aquela bunda e pensei: Puta que pariu, a gorda tem um monte de espinha na bunda para ajudar.
Na verdade, para meu espanto ou alívio (já não sabia mais o que pensar), não eram espinhas. Eram algumas sementes do tomate que coloquei na macarronada. A desinteria deve ter escorrido por toda sua bunda e o papel higiênico não limpou tudo que podia e elas ficaram por ali grudadinhas.
Peguei minha cueca, dei uma cuspida, limpei em volta e comi a Marta de novo.
Sete horas da manhã a Marta pegou o ônibus e foi embora.
A água voltou as dez horas.
Não quero mais tocar neste assunto.
p.s. este texto me foi enviado há alguns anos e merece ser republicado; não conheço o autor.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Oktocopus Cerveja Artesanal no Cervejomaníacos
Nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2013, das 19 h até a meia-noite, foi realizado na sede da SACC, em Capão da Canoa, RS, o Cervejomaníacos, evento gastronômico e de degustação de cervejas especiais.
Como os leitores do blog devem saber, sou cervejeiro artesanal e também estava lá.
Estiveram presentes diversas marcas conhecidas de grandes cervejarias, bem como micro cervejarias regionais e de outros Estados. Mas o destaque ficou para a participação dos cervejeiros caseiros, conhecidos no meio especializado como homebrewers.
O espectro de estilos e variedades abrangidas foi dos mais amplos, desde cervejas mais leves até verdadeiros exemplos de complexidade e profundidade de sabores e aromas, mostrando a qualidade da cerveja produzida em pequena escala no RS, bem como o elevado nível de nossos produtores caseiros.
Micro cervejarias, como, Eisenbahn, Dado Bier, Baden Baden, Barley, Abadessa, Caverna dos Ogros, Lagom, Coruja, grupos cervejeiros como Cervasinos, Acerva Gaúcha e homebrewers renomados como Rube Beer, Oktocopous, Avião, Dudinka, Sinimbu, Babel, Santa Claus, entre muitos outros, ofereceram ao público presente amostras de cervejas de qualidade e incomparáveis às cervejas industrializadas, dando uma pequena idéia do universo a descobrir na cerveja artesanal.
Parabéns à organização do evento, na pessoa do Chef José Luiz de Souza e sua equipe.
Esperamos que a próxima edição seja de mais sucesso.

